quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A obra de arte + valiosa - Retrospectiva do SAX ALTO (Johnny Hodges)

A obra "Os Jogadores de Cartas", de Paul Cézanne (1839-1906), foi adquirida em 2011 pela família real do Catar por US$ 250 milhões (R$ 431 milhões), um preço recorde para um quadro vendido em leilão ou em transação privada, segundo a revista "Vanity Fair". A venda da conhecida peça, que representa uma partida de cartas entre dois camponeses franceses, surpreende por seu elevado custo, já que o número pulveriza qualquer recorde que os analistas de arte tenham conhecimento, divulgou nesta segunda-feira o site da conhecida revista americana.

O quadro pertencia ao magnata grego George Embiricos, e foi vendido por uma quantia que superou outras ofertas de revendedores de prestígio no ramo, como Larry Gagosian e William Acuaqvella - e a revista assinalou que o preço final pode chegar a US$ 300 milhões, dependendo das taxas de câmbio aplicadas no momento da compra.

A pintura mais cara já vendida em um leilão até o momento era "Nu, Folhas Verdes e Busto", do espanhol Pablo Picasso (1881-1973), leiloada em Nova York em maio de 2010 por US$ 106,5 milhões (R$ 183 mi). No entanto, outras peças de Picasso, Jackson Pollock (1912-1956), Gustav Klimt (1862-1918) e Willem de Kooning (1904-1997) mudaram de mãos em transações privadas por preços entre US$ 125 e US$ 150 milhões, destacou a "Vanity Fair". Em todo caso, "Os Jogadores de Cartas", cuja série tem mais quatro quadros que se encontram nas coleções do Museu Metropolitano de Arte de Nova York, do Museu de Orsay de Paris, do Courtauld de Londres e da Barnes Foundation da Pensilvânia, se estabelece, assim, como a obra de arte mais cara já vendida. De acordo com a revista, o Catar quer se tornar um ponto de referência mundial em arte e o quadro será exposto no Museu Árabe de Arte Moderna, inaugurado em 2010 e onde há inúmeras peças famosas de Mark Rothko (1903-1970) e Andy Warhol (1928-1987), entre outros artistas.

Possuidor de um dos tons mais bonitos já ouvidos no jazz, Johnny Hodges formou seu estilo logo no início e tinha poucos motivos para mudá-lo através das décadas. Embora ele pudesse bater com os melhores jogadores de swing e foi magistral no blues, tocando luscious Hodges em baladas nunca foi coberto. Ele tocava bateria e piano logo no início antes de mudar para sax soprano, quando ele tinha 14 anos. Hodges foi ensinado e inspirado por Sidney Bechet, embora ele logo usado alto como seu machado principal, ele iria cair infelizmente soprano completamente depois de 1940. Suas primeiras experiências incluído jogando com Lloyd Scott, Webb Chick, Roberts Luckey, e Willie "The Lion" Smith (1924), e ele também teve a oportunidade de trabalhar com Bechet. No entanto, a carreira de Johnny Hodges começou em 1928 quando ingressou orquestra de Duke Ellington. Ele rapidamente se tornou uma das estrelas individuais mais importantes da banda e uma vanguarda real no alto; Benny Carter foi o seu único concorrente próximo em 1930. Hodges foi destaque em um incontável número de atuações com Ellington e também teve muitas chances de levar as datas de gravação com sidemen Ellington. Se foi "As coisas não são o que costumavam ser", "Come Sunday", ou "flor da paixão", Hodges era um membro indispensável da orquestra de Ellington nos anos de 1930 e 40. Era, portanto, um choque, em 1951, quando ele decidiu deixar Duke Ellington e levar uma banda própria. Hodges teve um grande sucesso em "Castle Rock" (que, ironicamente, apresentou Al Sears tenor e não tinha nenhuma contribuição real pela altoist), mas sua combinação acabou lutando e terminando em 1955. Hodges retornou à Duke Ellington foi uma ocasião alegre e ele nunca deixou de novo. Na década de 1960, Hodges se uniu com o organista Wild Bill Davis em algumas sessões, levando a Davis juntar Ellington por um tempo em 1969. Johnny Hodges, cujo estilo sempre imutável conseguiu soar fresco, ainda estava com Duke Ellington, quando ele morreu subitamente em 1970.

Hollywood May 4, 1940.
Johnny Hodges-as, Duke Ellington-p,
Wallace Jones, Cootie Williams-trp, Rex Stewart-crnt,
Lawrence Brown, Joe Nanton-trb, Juan Tizol-valve trb,
Ben Webster, Barney Bigard-ts
Otto Hardwick-as, Harry Carney-bs, Fred Guy-g,
Jimmy Blanton-b, Sonny Greer-d

A história do sax alto como instrumento de destaque dentro do jazz começa com alguns músicos que tocaram nas orquestras de swing a partir dos anos 30: Johnny Hodges (da orquestra de Duke Ellington), Benny Carter (ele mesmo também bandleader) e Willie Smith. Nos anos 40 a história do sax alto (e talvez até mesmo do próprio jazz) se precipita sobre Charlie Parker. A sua sonoridade agressiva, seu fraseado imprevisível, sua capacidade inesgotável de improvisação, o lugar que ocupa dentro da estética do jazz como pai do bebop, até mesmo a sua biografia trágica, tudo isso o transforma numa figura de dimensões míticas. É difícil contabilizar o imenso número de saxaltistas e mesmo saxtenoristas que foram influenciados por Bird - isso não apenas nos anos 40, mas também décadas depois.

Somente com o advento do cool jazz surgiria um estilo de tocar o alto completamente diferente do de Parker: o de Lee Konitz (ligado à escola de Lennie Tristano). Também merece destaque um dos mais populares sucessores de Konitz: Paul Desmond, que integrou por longos anos o quarteto cult de Dave Brubeck e possuía um som leve e um fraseado fluido.

No cenário hardbop e posterior, temos Sonny Stitt (inicialmente influenciado por Charlie Parker, mas que, tocando também o tenor, veio a desenvolver ali um estilo mais pessoal), Julian “Cannonball” Adderley (que tocou no notável sexteto de Miles Davis na segunda metade dos anos 50), Ornette Coleman (o pai do free jazz) e Anthony Braxton (cujo disco For Alto foi um marco na evolução do sax alto contemporâneo).

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O Canto encantado

Nas ondas do Jc, rumo a 2010...

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