quinta-feira, 24 de maio de 2007

Bienal Naïfs



A Bienal Naïfs do Brasil constitui-se em um evento cultural de grande amplitude e expressiva repercussão em quase todo o país.

Realizado pelo SESC São Paulo desde 1992, na Unidade de Piracicaba, foi criado com o intuito de privilegiar a participação dos artistas plásticos produtores de obras enquadradas na categoria de arte ingênua, espontânea, instintiva, naïf ou naïve, que em sua maioria as concebem de maneira autodidata.

A Bienal originou-se das mostras anuais realizadas pelo SESC Piracicaba, no período de 1986 a 1991, sempre com o propósito primordial de valorizar e divulgar essa vertente artística fortemente marcada por elementos que caracterizam a cultura popular brasileira.

A continuidade desse trabalho tornou a Bienal Naïf uma referência para todos aqueles que possuem algum vínculo com esse estilo de arte – artistas, pesquisadores, colecionadores e galeristas – além de educadores e estudantes, que ampliam seus conhecimentos por meio de um trabalho paralelo de arte-educação.

Para o ano de 2008, em sua nona edição, a Bienal Naïfs pretende preservar este território fértil de idéias, rico em produção, difundindo assim a diversidade cultural do nosso povo.

FRANCISCO B. RAMOS FILHO
Nasceu em Fernandópolis (SP), em 1956 e reside atualmente em Bebedouro (SP), onde mantem uma coluna no jornal local. Participando pela primeira vez, foi selecionado com duas obras na Bienal Naïfs do Brasil/96 e na edição de 98 recebeu o Prêmio Destaque pela obra "Pelas Estradas do Brasil". Nunca havia sido premiado em mostras oficiais, mas tem participado de várias exposições no Brasil e no exterior.

TERCÍLIA DOS SANTOS
Nasceu em 1953, no extremo-oeste de Santa Catarina e reside em Florianópolis.

Exercia a profissão de manicure e em 1990 decidiu dedicar-se à pintura, após procurar as oficinas do Centro Integrado de Cultura.

Seus quadros identificam o cotidiano de pequenas vilas de Santa Catarina, com animais, flores, plantações, casas e escolas dos lugarejos de sua região.

Criou um modelo próprio para retratar as plantas e as suas figuras quase nunca sugerem movimento, estando imóveis e de frente, marcas de suas obras, juntamente com as construções de formas geométricas puras.

É o segundo prêmio que obtem na Bienal Naïfs do Brasil (foi premiada com aquisição em 1994).

REUTO FERNANDES
É natural de Caravelas (BA), onde nasceu em 1962. Reside em São Mateus (ES), onde trabalha em um hospital. Influenciado por amigos artistas plásticos, Reuto começou a pintar em 1983, mas foi somente a partir de 1986 que adotou a difícil técnica do pontilhismo, muito rara entre os artistas.

Sua primeira participação em exposições foi em 1988 e nestes dez anos de arte, já pode ser incluído entre os nomes mais respeitados da arte ingênua brasileira.

Em razão de ter optado pelo pontilhismo, que exige mais tempo e trabalho, a sua produção é pequena, mas de muita qualidade e invejável expressividade.

RANCHINHO
Sebastião Theodoro Paulino da Silva, Ranchinho, nasceu no município de Oscar Bressane (SP) em 1923 e mudou-se com a família para a cidade de Assis (SP), em 1925.

Portador de deficiência mental e analfabeto, viveu muito tempo à margem da sociedade, fazendo pequenos serviços ou contando com a ajuda de uma ou outra pessoa para sobreviver.

Durante uma fase de sua vida morou em ranchos abandonados, origem do apelido Ranchinho, pelo qual é conhecido e que aprendendo a copiá-lo, assina as suas obras.

Incentivado pelo seu descobridor e estudioso de arte primitiva, José Nazareno Mimessi, Ranchinho começou a pintar na década de 70 e a partir daí o seu extraordinário talento como artista plástico foi sendo reconhecido e se afirmando cada vez mais. Já obteve vários prêmios, foi alvo de crônicas, reportagens, estudos acadêmicos e homenageado com o título de Cidadão Assisense.

TANIA DE MAYA PEDROSA
Pesquisadora e estudiosa da cultura popular de Alagoas, Tania nasceu em Maceió, em 1933. Enveredando pelo campo do fazer artístico, escolheu inicialmente a técnica da tapeçaria e somente a partir de 1993 resolveu testar a sua criatividade na pintura, optando naturalmente pelo gênero naïf (ou ingênuo).

Com grande receio de mostrar as suas obras, permaneceu no anonimato guardando tudo o que produzia, excetuando dois quadros doados ao Museu da Coleção Ceres Franco (Lagrasse, França).

Motivada pelo Prêmio Aquisição na Bienal Naïfs do Brasil/98, realizou a sua primeira exposição na Casa de Cultura de Riacho Doce. Tem um estilo muito próprio e forte, com predileção pelas crenças e devoções populares, com personagens e figuras que lembram ex-votos.









Realizado pelo SESC São Paulo desde 1992, na Unidade de Piracicaba, foi criado com o intuito de privilegiar a participação dos artistas plásticos produtores de obras enquadradas na categoria de arte ingênua, espontânea, instintiva, naïf ou naïve, que em sua maioria as concebem de maneira autodidata.

A Bienal originou-se das mostras anuais realizadas pelo SESC Piracicaba, no período de 1986 a 1991, sempre com o propósito primordial de valorizar e divulgar essa vertente artística fortemente marcada por elementos que caracterizam a cultura popular brasileira.

A continuidade desse trabalho tornou a Bienal Naïfs uma referência para todos aqueles que possuem algum vínculo com esse estilo de arte – artistas, pesquisadores, colecionadores e galeristas







– além de educadores e estudantes, que ampliam seus conhecimentos por meio de um trabalho paralelo de arte-educação.

Para o ano de 2008, em sua nona edição, a Bienal Naïfs pretende preservar este território fértil de idéias, rico em produção, difundindo assim a diversidade cultural do nosso povo.

Endereço eletrônico: bienalnaifs@piracicaba.sescsp.org.br
Portal: www.sescsp.org.br
Sesc piracicaba
Telefone: 0800-7700445 / (19) 3437-9286.
Fax: (19) 3437-9299. Atendimento de terça a sexta das 14h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 10h às 17h.


FRANCISCO B. RAMOS Fº(Fernandópolis - SP, 1956), Bebedouro - SP
• Pelas Estradas do Brasil • Acrílica s/ duratex – 70 x 80 cm


TERCÍLIA DOS SANTOS (Piratuba - SC, 1953), Florianópolis - SC
• A Continuidade • Acrílica s/ tela – 60 x 80 cm


TANIA DE MAYA PEDROSA (Maceió - AL, 1933), Maceió - AL
• Devoções Populares • Óleo s/ tela – 60 x 74 cm


SEBASTIÃO T. SILVA (RANCHINHO)(Oscar Bressane - SP, 1923), Assis - SP
• Passando a Carpideira • Acrílica s/ tela – 50 x 70 cm


REUTO FERNANDES(Caravelas - BA, 1962), São Mateus - ES
• A Era de Aquarius • Óleo s/ tela – 80 x 60 cm

Um comentário:

Edson Marques disse...

Hoje, aqui, eu tive uma aula de História, de Cultura e de Gastronomia!





Viver não tem limite!



Abraços, flores, estrelas..

O Canto encantado

Aguardando o solstício de 21dez12