terça-feira, 2 de outubro de 2012

As Três Graças - Inspirando os artistas

Apesar de pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico. Graças, nome latino das Cárites gregas, eram as deusas da fertilidade, do encantamento, da beleza e da amizade. Ao que parece seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação. O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só Cárite, esposa do deus Hefesto, porém o mais freqüente é que se enumerem três: Aglaia, a claridade; Talia, amiga da vida; e Eufrosina, o sentido da alegria. Eram filhas de Zeus e Hera, segundo umas versões, e de Zeus e da deusa Eurínome, segundo outras. Por sua condição de deusas da beleza, eram associadas com Afrodite, deusa do amor. Também se identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Nas primeiras representações plásticas, as Graças apareciam vestidas; mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas; duas das Graças olham numa direção e a terceira, na direção oposta. Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como "A primavera", de Botticelli, e "As três Graças", de Rubens. As Cárites, em latim Graças (Gratiae), são divindades da Beleza e talvez, na origem, forças de vegetação. São elas que espalham a alegria na natureza e no coração dos homens e até no dos deuses. Moram no Olimpo, na companhia das Musas, com as quais, às vezes, formam coros. Fazem parte do séquito de Apolo, o deus músico. Geralmente, são representadas como três irmãs que têm os nomes de Eufrósina, Talia e Aglaia, três donzelas nuas agarradas umas às outras pelos ombros. Duas delas olham numa direção, a do meio olha na direção contrária. Têm Zeus como pai, e como mãe Eurínome, filha de Oceano, mas, às vezes, a sua mãe é Hera em lugar de Eurínome. Atribui-se às Graças toda a espécie de influências nos trabalhos do espírito e nas obras de arte. Foram elas que teceram a veste de Harmonia. Acompanham de bom grado Atena, deusa dos lavores femininos e da atividade intelectual e também fazem companhia a Afrodite, a Eros e a Dionísio. Fonte: Dicionário da Mitologia Grega e Romana, Pierre Grimal, 5ª edição, Editora Bertrand-Brasil, 2005, pág.75 Cardinot mostra as famosas Chaminés de Fadas da Capadócia e sua paisagem lunar, terra onde São Jorge enfrentou o dragão. Curta realizado no primeiro semestre de 2009. Esse eu posso dizer que - apesar dos tropeços - carrega o meu nome! Tenho muito orgulho dele! Agradecimentos mais que especiais ao fotógrafo Luciano Abe que disse ter um carinho muito especial por este filme: "foi o mais difícil que já filmei, sobretudo por haver muita mudança da iluminação natural. E eu me diverti bastante na produção do curta". Obrigada também a Roberta Elektra por toda a ajuda mais que necessária! Obrigada as meninas Íris, Isa e Marina, que - fora a Marina - nunca haviam atuado antes e mandaram muito bem. Obrigada as mamães que "confiaram" em mim quando disse que me responsabilizaria pela volta delas para casa sem nenhum trauma. (Será?) Obrigada a minha tia Cris, que fez o rango de toda a equipe! Tinha muita comida! nham nham! (viver o episódio do alface foi maravilhoso!) Obrigada ao Zé das flores que caprichou no arranjo e colocou as flores mais bonitas! Obrigada aos seguranças do parque que decidiram não expulsar a gente de lá! Obrigada ao sol, as nuvens que iam e vinham fazendo a gente se desdobrar no rebatedor, ao lago que estava "verde" e deu uma cor ainda mais bonita na imagem, aos pássaros, árvores, borboletas, formiguinhas, etc...etc... AH, A TRILHA? vc ouviu Billie Holiday! Ontem o Roberto postou uma foto da linda escultura das “Três Graças” que foi encomendada pelo governador Carlos Lacerda para embelezar a região da Glória ao escultor Ceschiatti. Por dezenas de anos a foto da escultura modernista tendo ao fundo a igreja colonial em cima do pequeno outeiro foi um dos cartões postais da cidade mais simpáticos, tanto de dia como à noite onde o pequeno lago circular com finos jatos d’água iluminados faziam a festa dos fotógrafos. Mas veio a galopante decadência dessa linda região da cidade, o mato cresceu nos jardins, os velhos postes de iluminação, alguns com mais de 100 anos, foram apedrejados e por fim serrados e roubados, a população de rua passou a ter a região como casa e demais mazelas expulsaram todos os frequentadores da área. A escultura foi vandalizada dezenas de vezes, chegando ao cúmulo da amputação de pedaços das três figuras, a prefeitura ao invés de policiar e disciplinar a área preferiu retirar a estátua do lugar levando-a para frente do Piranhão na Cidade Nova, deixando lá o lago seco e os restos destruídos do chafariz e o pedestal. Hoje as Três Graças como outras esculturas e monumentos estão em uma lista da FPJ que enumera monumentos em local inadequado, lógico, o lugar das Três Graças é a Glória, os administradores públicos que abandonam a cidade à decadência é que deveriam estar em outro lugar! Aristide Maillol foi um dos membros do grupo os Nabis. Quando o grupo se desfez, em 1896, ele já não pertencia ao grupo, mas continuou seguindo as teorias dos Nabis, “a simplificação da forma e a exaltação da cor“. As três ninfas é uma famosa obra desse pintor e escultor francês. Originalmente concebida com uma clássica representação das míticas Três Graças, este arranjo escultórico em bronze possui uma grande solidez e peso nas suas formas suaves, curvas e de movimento contido. Embora Maillol tenha alterado o conceito da obra enquanto estava a trabalhar o modelo em gesso, o efeito de espelho dos três nus, que causa a impressão de existirem três vistas da mesma mulher, é também típico da representação das Três Graças. Maillol não adotou as superfícies ásperas, formas fluídas e intensa energia do seu contemporâneo Auguste Rodin. Estava mais interessado na graça do que no drama, na simplicidade das formas que transmitiam uma emoção tranquila. “As três Graças” peça em mármore do escultor Fernando Fernandes fora inaugurada em 1973 na emblemática praça lisboeta no espaço ajardinado junto à Igreja de S. João de Deus. A construção de um parque de estacionamento subterrâneo implicou a sua remoção para os depósitos camarários. A quando da sua recolocação, optou-se por implantar a escultura junto ao parque infantil existente na zona. Os trabalhos concluídos no passado mês de Dezembro incluíram a construção de uma nova sapata de assentamento executada em betão armado, seguida da remontagem da escultura e reposição das mãos. Posteriormente efectuou-se a limpeza e protecção dos elementos escultóricos.Os trabalhos efectuados tiveram em consideração, os princípios postulados na documentação nacional e internacional de âmbito legal nomeadamente de reversibilidade, compatibilidade, retractilidade e de intervenção mínima nesta obra de arte pública que agora regressa ao espaço público. As Três Graças na sua nova localização na Praça de Londres. Noticia de Lisboa Portugal O Museu do Louvre, em Paris, está fazendo uma campanha sem precedentes para que o público o ajude a arrecadar dinheiro para comprar uma pintura do século 16, considerada um tesouro nacional por especialistas de arte. O Louvre já conseguiu 3 milhões de euros (4,19 milhões de dólares) para adquirir "As Três Graças", uma pintura a óleo do artista alemão Lucas Cranach, o Velho, mas ainda precisa de 1 milhão de euros para pagar o preço estabelecido pelos donos da obra. O museu tem até o fim de janeiro para arrecadar o dinheiro, sem o qual teme que a obra-prima vá para outro colecionador particular e nunca mais seja exposta ao público ou - pior - seja retirada da França. Pintada em 1531, a obra é um olhar irônico e provocador sobre o tema renascentista das três graças, retratando as mulheres nuas em poses levemente ousadas. O Louvre acredita que pode transformar o quadro numa das peças principais de sua coleção. A figura central no quadro usa um chamativo chapéu vermelho; a mulher à esquerda dela inclina-se displicentemente sobre a vizinha, com uma perna dobrada. As três usam grossos colares. É uma obra divertida, desconcertante, misteriosa e muito sensual... acho que irá se tornar uma das obras mais populares do Louvre, disse Vincent Pomarede, curador-chefe do departamento de pinturas do Louvre, num vídeo do site da campanha de arrecadação de fundos do museu. A decisão do museu financiado pelo Estado de apelar para a generosidade do público francês, porém, desagradou a algumas pessoas, dada à ampla desilusão decorrente dos escândalos recentes ligados ao financiamento de políticos e às acusações de sonegação de impostos pelos ricos. Sarkozy ou Bettencourt, da L'Oreal, deveriam comprá-lo e doá-lo ao Louvre, para que os milhões de visitantes possam pensar neles enquanto passam por ele, disse um leitor do diário Le Figaro num post online. Ele se referia ao presidente Nicolas Sarkozy, cujo novo avião presidencial custou 84 milhões de euros, e à herdeira da L'Oreal e mulher mais rica da França, Liliane Bettencourt, atingida por escândalos de fraude. Noticia: nov2010 Making off do trabalho de História da Arte, releitura da obra de Rafael Sanzio "As três graças". Poema Falado produzido para homenagear as três graças: a Literatura, a Música e o Cinema. Texto de Heitor Ferraz.

Um comentário:

Célia Maria de Sousa Arruda Jacobino disse...

Oi!
Para mim é algo assim edificante, lindas artes e que aqui conhecemos o que ainda estava na nossa ignorancia.
Os vídeos são maravilhosos, parabéns.
Obrigado por me convidar e já sou seguidora.
Bjos.
http://wwwavivarcel.blogspot.com.br

O Canto encantado

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